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As mudanças climáticas estão impactando nossa alimentação

Um dos acontecimentos mais importantes do mês de abril foi o lançamento da terceira e última edição do 6º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Criada no âmbito das Nações Unidas, esta organização é mais conhecida por seu acrônimo IPCC e, nos últimos anos, se consolidou como a principal referência técnico-científica sobre a agenda de mudanças climáticas.

Construído por 270 especialistas de 67 países, o mais recente relatório publicado pelo IPCC reforça a urgência de que as nações implementem estratégias para viabilizar o cumprimento de um dos principais e mais desafiadores compromissos do Acordo de Paris: controlar o aumento da temperatura terrestre de modo que não ultrapasse 1,5 graus até 2025 — e, portanto, cinco anos antes da previsão inicial do Acordo.

A recente publicação aborda o tema da mitigação, ou seja, as estratégias necessárias para interromper ou diminuir a emissão de gases do efeito estufa (GEE) e também reduzir a concentração já presente dessas substâncias na atmosfera terrestre.

Os dados apontam que as emissões foram maiores na última década do que em qualquer outro momento da história da humanidade. Os cientistas são claros: há uma curta e rápida janela de oportunidade que está se fechando. Com as taxas atuais de emissões (na média de 59GtCO2 por ano), serão necessários apenas 8 anos, aproximadamente, para que se esgote o “orçamento de carbono” restante para a meta de 1,5°C. Sendo assim, é preciso reduzir pela metade o atual nível de emissões, ainda nesta década.

O desafio é estrutural e envolverá a participação dos mais diversos setores, uma vez que o nosso modo de vida é o principal responsável pelas mudanças climáticas. E um dos aspectos que precisará ser transformado é a cadeia de produção, transporte, distribuição e consumo de alimentos.

Em seu capítulo 5, a publicação do IPCC traz centenas de evidências sobre a correlação entre mudanças climáticas e a produção de alimentos. E a desigualdade também se faz presente: os efeitos atuais e futuros tendem a penalizar regiões e grupos populacionais historicamente impactados pela baixa produção e acesso a alimentos.

O cenário é catastroficamente crítico, as mudanças deverão ser profundas e precisam ser implementadas com urgência. A boa notícia é que, além de trazer um detalhamento precioso sobre o problema, a publicação do IPCC também apresenta caminhos para a superação de um risco tão sério à nossa sobrevivência.

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